Canal Qualidade Vivida

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Corre lá no Insta @esobreviverbem que está recheado de receitas novas :) Por aqui, a vida continua impermanente, frenética, cheia de <3 e por hora atualizando semanalmente o Insta, aos pouquinhos voltando por aqui! 
Beijosssssss




quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Nós somos feitos de amor.

Essa madrugada, mais uma das últimas noventa em que acordei para amamentar o João, parei para pensar na força que temos e como somos capazes de nos multiplicar em amor, apenas pelo próprio amor.

"Coincidentemente", ouvi num vídeo que recebi logo que acordei, que o amor se assemelha ao mercúrio, que se espalhava no chão quando o vidro dos termômetros que usávamos quando éramos pequenos caíam e se quebravam...o elemento químico se espalhava e ia se dividindo, multiplicando...e que essa provavelmente é uma das mais de cinco mil formas de explicar o amor.

Eu olhei para a cabecinha dele apoiada em meu ombro, lutando para se manter firme enquanto esperava que eu o colocasse em sua cobertinha para dormir novamente, e lembrei de como existem situações que nos tornam fortes. E outras tantas que nos enfraquecem. Se esse amor não fosse tanto, e esse tanto não suficiente, a esta altura ele não estaria alimentado, apoiando e fortalecendo os músculos de seu pescoço, enquanto esperava para descansar novamente.

Quantas vezes nos encontramos em situações em que seguimos lutando para descansar novamente, em meio ao cansaço dos problemas e turbulências da vida, deixando de perceber o quanto isso nos nutre e nos torna mais fortes.

Por fim, somos todos feitos da mesma luta, luta do amor que cansa, transforma, ensina, fortalece. Amor que já mora aqui, ali, aí. Amor que multiplica, se espalha e é dividido pedacinho por pedacinho em cada um de nós, cada vez que nos quebramos e nos consertamos pela força dele.

Situações confortáveis muitas vezes me distraíram e enfraqueceram. Me deixaram carente de amor, amor próprio, por quem esteve por perto, quem de longe esteve presente, pelo simples fato de me sentir viva novamente...essa força sobre-humana que nem sabemos o quanto somos capazes de produzir. O amor já existe com essa medida de força dentro de cada um de nós...chego a suspeitar que ele aparece mais mesmo como o mercúrio do vídeo, quando nos quebramos e o multiplicamos em resiliência porque somos feitos dessa força, feitos de amor.


quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Novo instagram de receitas e rotinas :)

Há muito tempo que tenho o sonho de compartilhar minhas rotinas e alimentação desde o diagnóstico. Foram anos de pesquisa e experimentos em meu próprio corpo, que hoje me ajudam a manter bons estados de saúde. Acredito que nossas escolhas definem quem somos, e foi a partir delas que decidi compartilhar um pouco dessas rotinas e receitas do meu dia-a-dia. Aos poucos vou colocar aqui @esobreviverbem tudo o que acredito que possa ajudar quem está em reabilitação e buscando um estilo de vida mais limpo e cheio de vitalidade. Disponho também meu email pessoal para qualquer dúvida e sugestão: paula.pradok@gmail.com 💚✨🌺

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Desesperadamente

Sinto como se tivesse vivido 33 vidas numa mesma vida. Passamos por muitos lutos em nossa história, lutos que nos fazem seguir mais fortes, pois é graça ao desequilíbrio que nós caminhamos, sem ele sequer ficaríamos em pé. Muitos lutos vem sem que entendamos o real motivo, outros, somos obrigados a cavar, obrigados porque sem eles não seguimos à diante e a vida simplesmente não espera. 
A dor de um luto é muito parecida com a alegria de um nascimento. Ela preenche seu peito sem deixar espaço para mais nada, te cega e te toma de assalto sem volta. Te transforma, te coloca num próximo nível. E é exatamente lá que todos de uma forma ou outra iremos, pro próximo luto, pro próximo nível. 
Em algum momento, todos nós.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Amamentação e Esclerose Múltipla

Oie!
Estou super atrasada com o post sobre o nascimento do pequeno, mas quis aproveitar a semana do #DiaMundialdeAleitamentoMaterno, para falar um pouco sobre minha opinião e experiência sobre amamentação e esclerose múltipla.

Quando engravidei, meu maior sonho era poder amamentar meu bebê, mas por conta do diagnóstico e possíveis riscos no pós-parto, não sabia se seria possível.
Já senti na minha pele, o quanto é importante uma boa manutenção e equilíbrio do sistema imunológico e de nutrição para as boas respostas do meu organismo e assim, desejo profundamente que meu filhote tenha a oportunidade de receber o melhor alimento que existe, o leite materno.

Logo conversei com o neuro e o obstetra, expliquei para ambos sobre meu desejo e minha posição, sobre a retomada dos medicamentos. Como já estou há aproximadamente 6 anos em remissão, a decisão que tomei junto com os médicos, foi a de seguir sem os medicamentos e amamentar. Obviamente como em tudo na vida, existe todo um risco no pós-parto, mas eu decidi seguir em minha escolha. Vou amamentar meu filho até quando isso for possível e volto a pensar no tratamento mais para frente.
Este foi o momento em que passou um filme pela minha cabeça de toda restrição e esforço de disciplina que tive durante esses anos para me "limpar" e buscar um estilo de vida mais saudável (reeducação alimentar, prática de exercícios físicos, maior controle emocional, etc). Seis anos "controlando" meu corpo, experimentando novas e boas rotinas me possibilitaram hoje, escolher correr esse risco com um pouco mais de segurança e confesso que com o coração mais tranquilo.

Algumas pesquisas apontam uma redução nos surtos, nos períodos de gestação e amamentação... eu prefiro acreditar que elas estão certas e seguir em frente.
Durante esta fase, é muito importante uma alimentação da mãe rica em nutrientes e intensa hidratação para a produção do leite. Eu continuo inclusive, tomando o suplemento que tomava durante a gestação para proteger minha imunidade e ainda não retornei aos exercícios físicos, o que acredito que farei de forma lenta e gradual.

Senti bastante dificuldade para amamentar logo no começo pois, tive apojadura precoce, meu leite desceu antes e de uma só vez, o que fez com que eu passasse quase 12 horas na maternidade com o leite empedrado e dores fortíssimas. Foi muito importante aprender a "pega" correta e como drenar o excedente, sem causar mais produção e "ingurgitamento", que faz com que o neném não consiga sugar e machuque muito os seios.
Mesmo com toda esta experiência difícil logo no começo, amamentar foi o maior presente que eu recebi na maternidade e eu não quero abrir mão disso, mesmo sendo uma etapa de muitos desafios. Dói, cansa, dá fome, sede, frio, calor e enche o coração de amor.
Vale a pena cada gotinha sugada <3
Um beijo grande e o desejo de muito sucesso para as mamães que optem por amamentar seus pequenos!!!




#AEMNãoPodeMeImpedir
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#QualidadeDeVida
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terça-feira, 2 de agosto de 2016

Diário de gravidez do terceiro trimestre :)

Uau! Seis meses se passaram a barriga começa a apontar cada vez mais, minhas costas já não estão tão bem, sinto dores apesar dos exercícios para fortalecimento, tem dias que só uma boa massagem pra resolver mesmo...não tem posição que alivie!

Aqui eu sigo com os exercícios, cada vez mais leves pois meu corpo e meu fôlego estão mais lentos, mas desistir jamais kkkkk, sinto falta da minha disposição, mas ao mesmo tempo curto a  cada dia minha barrigota, os chutes fofos e fortes do pequeno, toda essa experiência com certeza vai deixar saudades.

Minha alimentação se mantém igual, mas agora nesta fase descobri que meu organismo precisa de uma força extra de cálcio, pois os ossos do bebê estão em pleno fortalecimento e o que meu corpo fornece não é suficiente. Precisei aumentar minha ingestão de laticínios, inclusive o próprio leite de vaca, que eu já não consumia mais, decidi diminuir tempos atrás da minha dieta, para reduzir processos inflamatórios, dores articulares, enfim, voltei a tomar!

Com quase 30 semanas completas (aproximadamente 7 meses de gestação!), acordei na madrugada com uma dor leve nas costas que aumentava, conforme o tempo passava e latejava meu corpo inteiro. Em dado momento decidi ir ao hospital, pois ficava cada instante mais insuportável. Chegando lá descobri que estava com cálculo renal, e a dor que sentia era uma mistura da dor do cálculo com contrações. Exato, contrações! Precisei ficar internada pois, uma dor induzia a outra e existia um risco do bebê nascer antes.
Foram noites bem difíceis, pois as dores físicas eram fortíssimas e a dor de imaginar meu pequeno nascendo prematuro e tudo o que isso envolveria, acabavam com meu coração.
Foi então que por recomendação médica, decidimos colocar uma espécie de catéter (Duplo J), para desobstruir meu canal do ureter, aliviar as dores, diminuir as contrações, como uma última tentativa para evitar que o bebê nascesse naquele momento.
Precisei passar por um procedimento cirúrgico, tomei anestesia raqui, coloquei o catéter e aos poucos as dores e contrações foram diminuindo. Foi bem chato o procedimento e esse catéter, que somente será retirado após o parto, incomoda muito! A impressão é a mesma do incômodo de uma infecção de urina...só que 24hs por dia :(
Bom por mais difícil e dolorido que tenha sido todo o processo, pelo menos fez efeito, e conseguimos cessar as contrações e a maior dor que era a do cálculo renal! Aliás, a maior dor que eu já senti na vida, meodeosdocéu!!!!!!!!!

Passado o período crítico, as dores que ficaram foram bem suportáveis e a barriga crescendo só me enchia cada dia mais de felicidade!!
Uma felicidade sem tamanho que só quem viveu é capaz de descrever. Nunca imaginei na minha vida um amor desse tamanho.

Deste momento em diante, repouso quase que total. Esquece ginástica, Yôga, hidroginástica...a dor do catéter não permitia quase que caminhadas leves na rua, imagina o restante! Pelo menos consegui ficar 7 meses sem parar de me exercitar e isso fez toda a diferença para uma gestação de qualidade. Acredito que para minha recuperação pós-parto também.

Agora é contagem regressiva para ter meu pequeno nos braços, sonhando em amamentar e poder mostrar o melhor desse mundão para ele <3

Beijos!!!!

*Diário meio atrasado, pois fiz durante a gravidez e só conseguindo postar aos poucos! A vida anda corrida por aqui ;)